XXII Aniverário da ARCEL – Almoço e Encontro de Coros

Categoria: Notícias | Escrito por: Luis Soares | Data: Terça-feira 11 Maio 2010 às 6:10

VIII Aniversário

                A ARCEL (Associação Recreativa e Cultural de Espinhel) comemorou no passado dia 2 o seu XXII Aniversário. Na linha da dinâmica que a associação tem tido nos últimos anos o dia foi marcado por dois momentos bem distintos.

Ao meio-dia houve lugar para um almoço / convívio que reuniu no Parque da Pateira de Espinhel cerca de 200 pessoas destacando-se o salutar convívio entre os elementos das diversas secções da associação e respectivos familiares, associados e “amigos” que têm colaborado nas principais actividades da associação. Apesar do tempo um pouco incerto e ventoso que se fez sentir não faltou a boa disposição interrompida apenas com a necessidade de mudança de local previamente programada no alinhamento das comemorações do aniversário.

                Seguiu-se o momento cultural do dia com o Concerto de Aniversário que decorreu no salão da Junta de Freguesia de Espinhel. Com uma sala completamente repleta de um fervoroso público assistiu-se a um dos mais animados encontros de coros infanto-juvenis organizados pela ARCEL, que convidou 2 coros com características e estilos diferentes.

                Abriu o espectáculo o Coro Mozart, de Viseu, dirigido por Dionísio Vila Maior, que com um repertório bastante diversificado, acompanhado por coreografias, fez jus ao seu já considerável estatuto como demonstram as diversas actuações que realizam em cada mês. De seguida, subiu ao palco o Grupo Coral Infanto-Juvenil Sementinhas, de Queluz, Sintra, que sob orientação de Mónica Ferreira e acompanhado pela mesma com guitarra, prendeu o público com a sua qualidade vocal e alguns temas bem conhecidos aos quais iam pedindo diversos gestos e movimentos. Por fim, subiu ao palco o coro anfitrião, o Grupo Coral Jovem da ARCEL. Comemorando o seu VIII Aniversário o coro espinhelense, dirigido por Luís Soares, não defraudou as expectativas como vem sendo hábito. Além de em termos de suporte instrumental se apresentar com o alinhamento base da sua fundação e interpretando alguns temas que marcam o seu já longo historial, surpreendeu o seu público mais regular com a interpretação de 5 temas novos no seu repertório, todos eles fortemente aplaudidos por um público que não se cansou de interagir desde o início do concerto.

                Seguiu-se a parte protocolar com a entrega de lembranças e flores aos representantes dos grupos e respectivos directores artísticos. Luís Soares, Maestro e Presidente da Direcção da ARCEL agradeceu a “todos os coristas e famílias o empenho e dedicação em prol de um projecto que, pelas suas características etárias exige bastante de cada um” aproveitando ainda a data festiva da associação que dirige para lembrar “a importância dos apoios que tem recebido ao longo dos anos pela Câmara Municipal de Águeda, Junta de Freguesia de Espinhel e INATEL e o papel determinante de todos os associados que têm passado pelas direcções que são o baluarte para, ano após ano, a ARCEL não parar de crescer”. Manuel Campos, Presidente da Junta de Freguesia de Espinhel também aproveitou a ocasião para “dar os parabéns à ARCEL em mais um aniversário em que mostra toda a sua dinâmica realçando o facto de ser consensual a toda a comunidade cultural mais atenta que a ARCEL é uma fábrica de cultura”. Para encerrar o momento protocolar tomou a palavra o Dr. João Clemente, Vereador da Câmara Municipal congratulando-se “em nome da Câmara Municipal por marcar presença no XXII Aniversário da ARCEL e poder assistir a um belo espectáculo musical”. Destacou ainda “o trabalho que a ARCEL tem desenvolvido destacando, neste caso específico o papel das famílias e, dado estarmos no Dia da Mãe, em especial todas as mães presentes”.

                A Concerto terminou com a interpretação conjunta dos coros presentes do tema Queda do Império de Vitorino e com o apagar das velas do XXII Aniversário da ARCEL.

                Entretanto a actividade cultural da associação não pára. No passado Sábado acolheu o Grupo de Teatro da Taipa que, com as peças “Pedro, o idiota” e “As duas gatas” aguentou uma sala bem composta até perto da uma da manhã.

                Este Sábado, dia 15, é a vez do Grupo de Arte Cénica da ARCEL se deslocar ao Salão da Banda Castanheirense onde, às 21h30 apresentará o seu mais recente trabalho “Amor em Tempo de Crise”.


ARCEL recebe GATA com “Nova lenda de Simão Cavaleiro”

Categoria: Agenda,Grupo de Teatro,Notícias | Escrito por: Martinho Soares | Data: Quinta-feira 6 Maio 2010 às 10:25

É já no próximo dia 22 de Maio que a ARCEL tem a honra e o prazer de receber a mais recente produção teatral do GATA, Grupo Amador de teatro de Almagreira (Pombal), com quem o nosso grupo de teatro tem mantido intercâmbio, por intermédio de Martinho Soares, encenador da ARCÉNICA e do GATA, grupo que ajudou a fundar há dez anos na Freguesia de onde é natural. Mais informações, fotografias e notícias sobre a peça e o GATA em:

http://www.facebook.com/grupo.amador.teatro.almagreira.GATA

A nova lenda de Simão Cavaleiro é a peça de teatro que o Grupo Amador de Teatro de Almagreira (GATA) preparou para festejar o seu décimo aniversário. O grupo iniciou-se há dez anos com uma brincadeira de férias que consistiu na recriação de uma lenda local em torno da figura de Simão Cavaleiro, tendo com esse exercício atingido um inesperado êxito que culminou na criação do GATA. Dez anos volvidos, decidimos regressar à figura que nos trouxe a aclamação popular. Desta feita, já não com o mesmo argumento e encenação, que a experiência e um olhar renovado nos mostram como demasiado lineares e simplistas. Queremos que esta nova recriação da lenda de Simão Cavaleiro seja o espelho do percurso efectuado ao longo destes anos. Continuamos a ser, sem dúvida, teatro amador, mas elevámos a fasquia, quer em termos de argumento quer em termos de encenação e representação. O próprio investimento económico é dez vezes superior ao primeiro. O grupo de teatro também ganhou uma nova fisionomia, restando apenas um elemento da formação original. Para além da integração de novos elementos da Freguesia de Almagreira, ficou extremamente enriquecido com a entrada de pessoas oriundas de vários pontos do concelho de Pombal: Pelariga, Pousadas Vedras, Anços, Vermoil, Castelhanas.

A personagem de Simão Cavaleiro, de quem em bom rigor pouco se sabe, povoou o imaginário da população da Freguesia de Almagreira nos últimos dois séculos. O seu nome era usado para amedrontar as crianças ou para alimentar histórias mórbidas e medonhas entre o povo. Diz-se que Simão Cavaleiro percorria as aldeias a cavalo, semeando o pânico entre os populares, porque invadia as casas, pilhava a seu bel-prazer sem qualquer tipo de oposição e inspirava um profundo terror, sendo uma figura que passou para a posteridade como símbolo do medo e do mal. É ponto assente que era um ladrão ou salteador. Se assaltava apenas a mala-posta ou também as casas, não há consenso, mas a maioria inclina-se para a segunda versão.

Quanto ao seu destino, vigoram duas versões, uma mais popular e outra mais plausível. A mais corrente é que foi morto de noite pelos populares, que lhe estenderam uma corda na estrada, quando vinha descendo a galope no seu cavalo, e foi enterrado num local onde nunca mais cresceu mato. No entanto, há também quem diga que foi assassinado pelos seus comparsas de quadrilha, com quem não quis partilhar os despojos de um assalto à mala-posta e que foi enterrado junto a uma figueira, no adro da Igreja, por não ser digno de nela entrar, mesmo morto. A versão do GATA apoia-se nestes dados mas envolve-os numa trama maior e mais complexa, situando Simão Cavaleiro um século depois da sua provável existência. Pretendemos, deste modo, não só encontrar uma explicação romanceada para a malvadez de Simão Cavaleiro e o seu ódio ao povo, mas, ao mesmo tempo, aproveitando o centenário da República, associar-nos à efeméride. A nossa história começa em 1890, ano em que o partido republicano começou a ganhar a influência nacional, sobretudo em Lisboa e no Porto, que o havia de conduzir à deposição da Monarquia.

Esta peça tem tudo o que uma boa história deve ter: intriga, romance, peripécias e humor; sem descurar a vertente informativa e reflexiva. Para além de pintar um cenário histórico e etnográfico com factos e tradições do passado, reflecte questões intemporais como as tensões políticas e sociais e o modus vivendi do nosso povo nas suas relações entre si e com o poder. Tudo isto servido por um bom naipe de actores e músicos que dão brilho e realismo a esta peça que ninguém vai querer perder.


ARCÉNICA apresenta AMOR EM TEMPO DE CRISE em Castanheira do Vouga

Categoria: Agenda,Grupo de Teatro,Notícias | Escrito por: Martinho Soares | Data: Quinta-feira 6 Maio 2010 às 9:59

A ARCÉNICA continua a correr o país mostrando ao público a sua mais recente produção: Amor em tempo de crise. Desta vez, desloca-se até Castanheira do Vouga, no próximo dia 15 de Maio, para brindar a população local com mais uma brilhante (esperemos) actuação. Amor em tempo de crise, a mais recente produção teatral do grupo de arte cénica da ARCEL tem colhidoimensos elogios junto do público, deixando uma excelente imagem do trabalho artístico que o nosso grupo de teatro está a produzir. Se puder, apareça, para nos apoiar e aproveitar para contactar com as gentes de Castanheira do Vouga.

Faça-nos companhia.

Livremente inspirada nalgumas farsas de Gil Vicente, a intriga de Amor em tempo de crise projecta uma imagem crua e inquietante da crise actual. Não será esta mesma uma farsa por excelência, ao esconder por trás do holofote da economia uma crise mais profunda e complexa, concentrada num mercado de valores, mas éticos? Amor em tempo de crise é uma peça de teatro amador que, de forma simples e descomplexada, expõe alguns podres (e algumas virtudes) da nossa sociedade. Há figuras desnorteadas, numa procura egoísta e selvagem do prazer e do bem-estar, e há um amor parvo, mas franco, capaz de resgatar todos deste lodaçal e deixar uma marca de esperança para algo que ainda se pode fazer: sentarmo-nos à mesa como filhos dissolutos perdoados.

Texto e encenação: Martinho Soares

Sonoplastia: Alexandre Baptista

Luminotecnia: Manuel Ferreira

Actores: Cristiana Costa

Jaime Almeida

João Estima

Leonor Costa

Marlene Lopes